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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Datas especiais longe de casa



        Mais uma vez soh pra relembrar que estou num teclado americano entao, perdoem-me a falta de acentos e outras particularidades da Lingua Portuguesa que irao faltar no meu texto, soh pra avisar que sei escrver, ok.


       Agora indo direto ao assunto, jah fazem quase tres meses que estou longe de casa e fora do meu pa'is. Sai do Brasil dia 12 de dezembro, em tempo das datas festivas, e sim, passei Natal longe da familia, Ano Novo longe dos amigos de sempre, mas fiz muitos novos amigos aqui, Carnaval longe do agito do Rio e da minha escola de samba querida. Enfim, tudo muito diferente do que sempre estava acostumada, mas tudo incrivelmente maravilhoso. Antes de vir, algumas pessoas me diziam que nao tinham coragem de passar tanto tempo longe de casa e em datas tao especiais. E sinceramente, isso nao eh nada tao dificil, amo minha familia e meus amigos, mas tambem, amo essa oportunidade de descobrir um mundo novo, de expandir meus horizontes que esse tempo de intercambio esta' me proporcionando.

     O natal, foi uma diversao soh, alguns dias de adaptacao e quando vi ja era Natal  e eu aqui nos Estados Unidos, e como vim morar em uma cidade pequena onde a decoracao natalina eh coisa de filme,  fiquei encantada, sem falar na neve, um espetaculo a parte.  No dia 24, foi o dia em que comecei a trabalhar no hotel, tudo lotado, o trabalho foi duro, uma correria soh,

     O Desespero rolou quando chegamos em casa do trabalho e nos falaram que o mercado ja tinha fechado, e a gente com quase nenhuma comida decente em casa. Mas insistente como sou, falei que nao era possivel e que sem ceia nos nao iamos ficar.  Depois de muito perguntar ficamos sabendo do mercado que fecharia mas tarde, e conseguimos um taxi ate o mercado,  chegando la o mercado jah tava fechando e nos deram 2 minitos pra comprar tudo, isso mesmo, voce nao leu errado, DOIS MINUTOS, pra fazer a compra de ceia de natal. Foi uma correia soh, muitas risadas, e um desespero, pegavamos tudo sem ver preco, cada uma ia para um lado gritando pra outra pegar outra coisa, uma comedia, literalmente corriamos pelo mercado. 

Da esquerda para direita: Jane, Ariane, Marina eu e Mayara com o Peru  de $60
     E pra finalizar essa cena de comedia pastelao, a gente perdeu o carrinho no final, e nao paravam de anunciar no autofalante que queriam fechar o mercado. Depois de achar o carrinho, fomos pro caixa. Surpresa! Pegamos um Peru de Natal de 60 dolares, acho que era o item mais caro do mercado e a gente sem tempo saiu pegando sem ver o absurdo do preco. Mas como nao tinha tempo, e queriamos uma ceia, pegamos esse Peru mesmo. Finalizando, o mercado fechou e a gente ficou passando frio na rua, e na dificuldade de sempre que eh pra pegar um taxi aqui. E ainda teve uma tentativa fracassada minha de pegar carona acompanhada de mais 4 meninas. No fim, a ceia ficou pronta quase uma da manha e o Peru  de 60 dolares levou quase 4 horas no forno. Consegui falar com toda a minha familia por skype, a mesa da ceia ficou legal, tudo gostoso. Muitas risadas dessa correria no supermecado. E no fim, foi um dos melhores natais da minha vida mesmo sem a family por perto. Por isso que penso, a gente abre mao de algumas coisas, mas ganhamos outras que tambem sao muito boas. Esteja aberto para as mudancas que boas coisas virao.  Um brinde a vida, ela pode ser maravilhosa se voce permitir.



Nossa linda ceia feita em cima da hora (ainda falta uma galera ai em volta dessa mesa, que ainda nao tinham chegado do trabalho)
Como esse post ficou imenso, vou fazer um Datas especiais- parte 2 para falar sobre o Ano Novo e Carnaval.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Resumão do Work and travel até agora


       Quase 2 meses já de intercâmbio e tudo correndo na mais perfeita ordem, tudo maravilhoso na American life. A parte do work, eh a mais chatinha, pois o trabalho eh pesado mas já me acostumei e sei que eh o velho ditado ''No pain, no gain''. Aqui se trabalha duro, e não tem como enrolar muito, pois se ganha por hora, se não tiver trabalho te mandam de volta pra casa e você acaba ganhando menos. Então, ninguém fica de bobeira torcendo pra não ter trabalho, todos querem mais eh trabalhar pra ganhar as verdinhas.

      Depois do trabalho duro a gente chega em casa toma um banho, quando pode tira um cochilo e depois volta a ser turista. E a vida de turista eh a melhor das coisas, a todo momento novas descobertas. Nos primeiros dias aqui em Lake Placid era só encantamento. Ah, a neve! O frio negativo, o inglês rápido dos nativos, o mercado gigantesco, os preços maravilhosos, os jogos de Hockey. Tudo novo nunca visto antes.  


     Logo nas primeiras semanas fomos no boliche, nos pubs, na patinação no gelo, saia com as minhas roomates e entravamos em todas as lojas, rodamos a cidade inteira logo nas primeiras semanas, fomos num show lindo de patinação artística no gelo, no centro olímpico da cidade. Comprei meu notebook na Best-buy, comprei roupas para suportar o frio. A única coisa que foi difícil se adaptar  e posso dizer que ainda não me adaptei e nem vou é a comida americana, que se resume a congelados, junk-foods e sandwiches. Eles não tem uma culinária tipica,  quer dizer, o tipico daqui e Fast- food. No mercado são vários e vários corredores de comida pronta, os legumes são caros e parecem todos artificiais. No dia que trabalhei numa pizzaria aqui, perguntei a um cara   da Iugoslávia se ele não chorava ao cortar cebola, ele falou que não  porque a cebola não era de verdade, era fake, e que tudo aqui era fake, ri bastante.   Sem falar no natal que foi incrível, muitas risadas e o Ano Novo também mas vou contar mais nos próximos posts. E no resumo, meu Work and travel está sendo perfeito! Muito aprendizado, muita diversão. One dream!


















quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Viagem a Plattsburgh

No corredor da Universidade de Plattsburgh Henrique, Victor, Eu e Mayara.
         Jah falei aqui que estou numa cidade bem pequena no estado de New York, e nessa cidade não tem muita coisa, tem 2 supermercados grandes, algumas lojinhas que soh vendem roupa de neve daquelas que te deixam um boneco, aqueles casacos impermeáveis gigantes e para a alegria dos intercambistas tem a GAP, que eh a loja mais barata e com roupas mais bonitinhas daqui. E por este motivo, necessitamos ir a uma cidade vizinha que eh bem maior que a nossa e tem um comercio bem melhor, Plattsburgh e como era meu day off ontem e de mais alguns amigos da casa, lah fomos no's.
 
Plattsburgh
           Mas para ir a Plattsburgh não tem nenhum ônibus que saia daqui pra lah, e não tínhamos carona por isso decidimos alugar um carro para irmos em 5, todos que estavam de day off. O aluguel foi $92 divididos por 5 ficando $18 para cada um. O que valeu super a pena, porque o carro ficou o dia inteiro a nossa disposição, o motorista foi um dos meninos, o Henrique de BH, que também ficou a nossa disposição nos levando pra todos os lugares e dirigindo direitinho, apesar de ser bem tenso dirigir com neve na estrada. Ele falou que eh como se dirigisse numa estrada de terra, soh que eh ainda mais escorregadio, mais ele dirigiu super bem e fomos e voltamos sem nenhum problema. Thanks God!
Com a mineirinha ''louca de boa'' Jane que estava de palhaçada e não queria aparecer nas fotos.
       Chegamos em Plattsburgh  para disfarçarmos o espírito consumista fomos primeiro dar uma volta de carro pela cidade e encontramos uma universidade,  decidimos entrar. Soh que estava sem aula, mas mesmo assim andamos pelos corredores, paramos no refeitório, lanchamos biscoitinhos comprados nas machines, e depois partimos em direção as lojas. Nessa primeira loja tinha algumas coisas com uns preços bem em conta. Comprei um casaquinho lindo por $10. Entramos em mais algumas lojas e depois para comer, dentre varias opções de junk-food, soh o que tem nos Estados Unidos, escolhemos o Taco Bell, comida Mexicana, comi um Taco, e soh, acho tudo muito picante, depois partimos para o shopping, onde ficamos horas nos perdendo no consumismo com os preços super em contas e falando que tudo no Brasil seria no mínimo o triplo do preço. Comprei muiiitooo! Ah e ainda comprei uma câmera nova da Nikon no WallMart e um creminho milagroso para o cabelo da Morroconoil.
Fechamos o dia  na Pizza Hut e depois voltamos para nossa little city Lake Placid. Que dia gostoso! Como eh bom comprar tudo que se tem vontade e por um preço justo. 
Comprinhas feitas em Plattsburgh
 



 
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Party House dos intercambistas

       
       Ah a party house! I will never forget haha. Foi muita doidera, e são essas horas que fazem a vida de qualquer intercambista feliz. A festa era na casa de 3 intercambistas, 2 da Argentina e um Brasileiro que foi quem me convidou, esse brasileiro esta trabalhando em um outro hotel com mais alguns outros brasileiros, argentinos e peruanos. Jah tínhamos nos encontrado num barzinho, dai ele me passou o endereço da casa dele onde era a festa pelo facebook. Assim que chegou o pessoal aqui de casa que trabalha a noite nos arrumamos e fomos, ainda tínhamos que passar no posto para comprar bebidas para levar.
        
        Saímos 9 aqui de casa, mais 2 vizinhos brasileiros, mais 4 dos nossos vizinhos da  Guatemala e fomos em direção a festa, mas antes paramos no posto, e nessa parada pagamos o mico king do intercambio. Pra começar entrou todo mundo no posto. Aqui nos Estados Unidos a maioridade para consumir álcool eh 21, e eles super respeitam isso, toda vez que alguém vai comprar uma bebida eh pedido a identidade.  Sendo assim, menores de 21 não compram bebida. Mas como entramos todo mundo junto no posto, ateh os de menores, o atendente jah desconfiou, antes de irmos pagar falamos para os de menores sair e esperar num lugar onde o cara não poderia vê los. Mas dai o cara jah tinha desconfiado, e pra completar, não sei porque razão, mas uma amiga nossa falou pra um dos brasileiros que o limão que tava perto da Corona Beer, uma cerveja mexicana, que sempre vem acompanhada de limão, era de graça dai, ele pegou 2 limões botou no bolso e saiu. Pronto! Estava armada a confusão. 

      O carinha do posto disse que um de n'os tinha roubado e que ele soh iria vender se todos que entraram no posto antes voltassem e mostrasse a identificação. Ficamos cheio de vergonha e nos explicando em inglês  Quando os de menores saíram do posto, alguns de maiores saíram também, dai o jeitinho brasileiro entrou em ação, pedimos para todos os de maiores que tinham saído entrarem de volta no posto e mostrar o passaporte. Mostramos, pedimos desculpa pelo ''roubo'' compramos os limões, e eh claro ouvimos um pequeno sermão antes. Que ali nada era Free, e que eles soh vendem bebida para maiores, e para estrangeiros era necessário mostrar o passaporte, nenhuma outra identificação era aceita.
      
      Bebida comprada, let's go to party! Mas nunca tínhamos ido por aquele caminho, e andávamos e andávamos e nada de chegar, quando veio o breu, estávamos entrando numa floresta, sem casas e tudo escuro, mas muito escuro. Filme de terror! Quase desistimos, mas dai um dos meninos que mora com a gente falou que jah tinha ido, e que era por ali mesmo. Dai lah fomos no's!

    Chegamos, e n'os eramos a festa. Antes de chegarmos tinham umas 6 cabeças no máximo e quando chegamos lotamos o apartamento, dai a festa começou a 00:00. Todo mundo animado, musica latina, todos bebendo, era a tipica Party house. Quando a musica argentina encheu o saco, veio a ideia de botar pelo youtube os funks cariocas, dai animou total, botei Naldo, Mr.Catra e uns outros que não lembro. Foi bem animado e quando chegamos em casa, muito papo e muita risada dos drunks. 
Dormimos umas 4h pm para acordamos 8h am para ir trabalhar. Afinal, o intercambio e WORK  and travel.

Vou tentar atualizar mais o blog durante a semana, assunto eh o que nao falta.